segunda-feira, 9 de novembro de 2009

VARIANTES LINGUÍSTICA DA LÍNGUA

Encontro do dia 05.11.09 Neste encontro, lemos a crônica de Moacyr Scliar “Vai para a Feira do Livro”(ZH,3.11.2009) e conversamos sobre a questão da pontuação nesta frase. Qual o sentido e a possibilidade se no final desta frase fosse usado (! ? ...). Bem interessante. Se tiver a oportunidade não deixe de ler. Depois conversamos sobre a diferença entre ponto de vista e foco narrativo. Eu conceituei assim:
Antes de ler o texto FOCO NARRATIVO E O PONTO DE VISTA – NO TEXTO NARRATIVO LITERÁRIO – de José Fernandes da Silva selecionados, pensava que o foco narrativo tinha a ver com a pessoa gramatical, com a posição do narrador enquanto contava a história. Portanto, o foco narrativo pode acontecer na 1ª pessoa ou na 3ª pessoa. E um narrador pode mudar de foco narrativo no texto. Já o ponto de vista, no meu entender, tem a ver com o enfoque, a opinião do personagem/narrador sobre um determinado fato, é a narração acontecendo através “dos olhos” do personagem ou narrador. O texto selecionado fala que “o foco narrativo é utilizado para designar o ato executado pela voz do narrador, no sentido de tornar perceptível o que acontece. O ponto de vista não designa a mesma coisa, mas a perspectiva de visão a partir da qual é focalizado o que acontece”.

Penso que a diferença é muito sutil. E, mesmo depois da leitura, não mudei a minha forma de pensar, pois entendi que estou no caminho certo. A profe. Luciane nos mostrou o filme VIDA MARIA e falamos sobre o que poderíamos trabalhar a partir deste filme: os simbolismos(janela, caderno), o trabalho, o tempo, o sertão, a repetição da história através das gerações, a mágoa, a água, as questões sócio-cultural, a trilha sonora, trabalho infantil, etc. Sabe-se que a língua apresenta variações, conforme os grupos que a usem. Há os dialetos, que são as regularidades, os recursos normais que cada uma das variantes da língua usada por determinado grupo apresentam. Os principais DIALETOS são etário(da criança, do jovem e do adulto) regional ou geográfico sociocultural ( culto e popular) gênero(masculino e feminino) profissional Nenhum dialeto é melhor do que outro. Cada um cumpre suas funções comunicativas. Cada uso individual e momentâneo da língua constitui o que chamamos de REGISTRO. É a variante escolhida por cada sujeito em cada ato específico de comunicação, segundo o contexto. Os registros são basicamente dois: informal formal Os registros podem apresentar-se tanto na forma oral como na forma escrita da língua. NA LÍNGUA FALADA: ORATÓRIO( elaborado, intrincado, enfeitado.Apropriado para situações muito formais. Usado por advogados, oradores religiosos,políticos. Na nossa literatura, um exemplo: Os sermões de Padre Antônio Vieira) FORMAL(DEBILIBERATIVO)(vocabulário mais rico;usada quando se fala a grupos grandes ou médios. Conferências científicas são exemplos desse nível de formalidade) COLOQUIAL( aparece no diálogo entre duas pessoas, apresenta construções gramaticais soltas, frases curtas e simples; palavras de uso mais frequente) COLOQUIAL DISTENSO( indica relacionamento próprio de um grupo fechado; uso frequente de gíria; não apresenta cuidado com a pronúncia. Exemplo: conversa entre amigos, colegas de trabalho) FAMILIAR(particular, pessoal, usado na vida privada. Há muitos elementos da linguagem afetiva com função emotiva) NA LÍNGUA ESCRITA: HIPERFORMAL(o equivalente escrito do oratório. O soneto, seria um exemplo. Alguns autores como Machado de Assis e José de Alencar apresentam este nível de formalismo) FORMAL( características semelhantes ao deliberativo.; linguagem na variedade culta e padrão, no estilo escrito. Jornais, revistas bem elaboradas e correspondências oficiais se enquadram nesse nível) SEMIFORMAL( corresponde na escrita ao coloquial, com um pouco mais de formalidade. Cartas comerciais e de recomendação, declarações, relatórios e projetos são exemplos) INFORMAL(correspondência entre membros de uma família ou amigos íntimos; uso de formas abreviadas, ortografia simplificada, construções simples, sentenças fragmentadas) PESSOAL(são asnotas para o nosso uso próprio: o recado anotado ao telefone, um bilhete para alguém de casa, lista de compras, etc) O registro coloquial é o centro do sistema linguístico e seu uso nas atividades de ensino/aprendizagem da língua materna é de grande importância. A seguir, assistimos ao filme “LÍNGUA – VIDAS EM PORTUGUES” de Victor Lopes, com relatos sobre a língua com pessoas de GOA, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL E BRASIL e observamos a tipologia dos registros em seus discursos. Como tarefa recebemos um questionário sobre a Unidade 1- Variantes Linguísticas: dialetos e registros - que responderemos e traremos para a próxima aula para discutirmos.

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