sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SOBRE COESÃO TEXTUAL - encontro 24.09.2009

Neste dia trabalhamos sobre COESÃO TEXTUAL. Para que um texto seja um bom texto precisa apresentar coerência e coesão. Apesar de serem fatores de textualidade bem diferentes, coerência e coesão se imbricam. Exemplificando, a grosso modo, coerência seria uma parede de tijolos e a coesão, o cimento que interliga os tijolos e dá a consistência para a parede. Lemos as ideias sobre coesão textual no TP5, pág.166,167- AMPLIANDO NOSSAS REFERÊNCIAS – e trabalhamos as questões referentes ao texto. Para observar as cadeias coesivas que tecem um texto trabalhamos com um trecho adaptado de artigo publicado pela revista ISTO É, de 10 de setembro de 2003, sobre uma das mais intrigantes formas de vida do nosso planeta: o bicho-da-seda.(P. 143 TP5). Também trabalhamos com as questões referentes ao texto para analisarmos os mecanismos de coesão nele empregados. Os elementos coesivos de um texto podem se apresentar

  • por elipse;
  • pode retomar termos utilizados;
  • repetição de termos;

Elementos morfológicos que fazem coesão:

  • preposição;
  • advérbio;
  • conjunção;
  • locução;
  • pronome.

Seguindo a profe. Luciane apresentou-nos um vídeo com o sucesso dos Tribalistas( Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Margareth Menezes e Carlinhos Brown), a canção Passe em casa, cuja letra está disponível no TP5, nas págs. 156 e 157. Nesta canção podemos notar o uso da reiteração(repetição) de forma criativa. Muito legal! A profe. também apresentou alguns slides bem interessantes, com textos humorísticos, porém com cunho pedagógico, em que podemos relacionar a coerência, o estilo e a coesão. Iniciamos, porém, não avançamos muito a apreciação do texto O tratamento do “erro” nas produções textuais: a revisão e a reescritura como parte do processo de avaliação formativa – de Ana Dilma de Almeida Pereira. Deveremos adiantar a leitura para o próximo encontro. Como tema de casa: Analisar as atividades propostas na unidade 19: COESÃO TEXTUAL e escolher uma para aplicar com nossos alunos. E foi isso. Bem proveitoso!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PALESTRA DE ELAINE MARITZA

FORMAÇÃO PROJETO LEITURAÇÃO, DIA 18.09.2009 - E.M.E.F. GUSMÃO BRITTO O PROFESSOR MULTIPLICADOR DE LEITORES Elaine Maritza da Silveira Ao ouvir um poema ou história entra-se no universo da língua que não é a de todo dia, mas língua domingueira, cheia de cor, elegância, surpresas, caprichos.”(Marly Amarilho) Foi explicando a citação acima que a palestrante Elaine Maritza começou a conversa conosco sobre a leitura de textos literários na escola. Abaixo relaciono as ideias que apreendi: O texto literário é algo diferente da linguagem do dia-a-dia, da linguagem do jornal, etc; Era uma vez... funciona como um código, lembra coisas especiais, é linguagem literária; As crianças têm muita facilidade de entrar no campo da fantasia; A ficção proporciona emoções sem comprometer nossa vida; POR QUE LER? O real é pequeno. O real pouco nos explica. O real nos angustia em suas lacunas. É no mais que real que encontramos o equilíbrio, o bem estar. E o mais que real se situa no imaginário.(Marina Colassanti em Fragatas por terras distantes). O professor precisa se apaixonar pela leitura e acreditar que a leitura utilitária humaniza as pessoas. As pessoas devem se relacionar com outros seres humanos. Quanto mais se lê, mais rica será a leitura. PORQUE QUEREMOS FORMAR LEITORES? Nenhuma forma de ler o mundo é tão eficaz e rica quanto a que a literatura- poesia, conto, romance, novela - permite. A troca de experiência de leitura é muito rica. Vamos para a leitura com as nossas experiências. Não se forma leitor para a escola, apesar dela ter se apropriado da literatura, forma-se leitor para a vida. Sabemos que os alunos lêem para a escola, não para a sua vida. Deveriam saber que ler contribui para o seu crescimento. A escola tem um desafio: tirar a leitura do confinamento. A leitura literária possibilita o contato com uma linguagem diferente e um aprendizado após um tempo de maturação. ESCOLA É LUGAR DE LITERATURA? Certamente. E, talvez, venha a ser o único contato do aluno com o livro, com a possibilidade de conhecer e se transformar num leitor. A escola deve trabalhar para despertar o desejo de ler. Deve indicar leituras e solicitar que os alunos leiam. O papel do professor é mostrar o valor do texto literário, do livro a ser lido e desenvolver critérios para que o aluno seja capaz de escolher suas próprias leituras. A LEITURA LITERÁRIA NA ESCOLA: NA EDUCAÇÃO INFANTIL: leitura diária: rodinha, contação de histórias, de forma lúdica, ambiente organizado e descontraído. O professor não precisa justificar o trabalho com a leitura literária. NAS SÉRIES INICIAIS: momentos de leitura literária mais espaçados, não é mais um momento lúdico e os livros passam a servir para “ensinar conteúdos” do programa de estudos. O professor precisa justificar o tempo dedicado à leitura literária. A literatura perde sua função. NAS SÉRIES FINAIS: leitura literária “confinada” nas aulas de Língua Portuguesa. A poesia e o conto servem apenas para trabalhar conteúdos gramaticais. Livros fundamentais são trabalhados “aos pedaços”, através de fragmentos apresentados em livros didáticos. ENSINO MÉDIO: leitura literária apresentada em fragmentos para ensinar os estilos literários, os autores e as características de sua obra. O vestibular é o único motivo que garante a presença do texto literário na sala de aula. Função: não formar leitores, mas ensinar literatura. FORMAR LEITORES É POSSÍVEL? Criar condições de leitura não significa apenas levar os alunos à biblioteca, uma vez por semana, ou fazer uma indicação de livro por trimestre. Deve-se criar uma atmosfera agradável, um ambiente que convide a ler na própria sala de aula ou fora dela e destinar tempo para a leitura literária, pois é atividade importante, fundamental, e que merece ocupar um espaço nobre nas aulas e na escola. A formação de leitores de literatura não deve ser tarefa exclusiva do professor de Língua Portuguesa, mas compromisso de todos os educadores. Os professores devem fazer “marketing” dos livros importantes e daqueles que ele gostou de ler. A leitura com o objetivo de formar leitores não pode ser um trabalho esporádico, deve ter continuidade. Os resultados aparecem gradativamente. O professor deve mostrar-se um apaixonado pelo livro e ter um lugar importante em sua vida para a leitura. Leitor formado é para sempre!

Encontro 17.09.2009 - Coerência Textual e Estilo

Neste encontro trabalhamos sobre Coerência e Estilo. O momento começou com a apresentação do texto abaixo, cuja segunda parte estava oculta. Ao lermos a primeira parte claro que não notamos coerência, mas quando a professora desvendou a última frase, entendemos tudo!Veja: Subi a porta e fechei a escada. Tirei minhas orações e recitei meus sapatos. Desliguei a cama e deitei-me na luz. Tudo porque ele me deu um beijo de boa noite. (Autor desconhecido) Após, começamos a conversar sobre COERÊNCIA. A profe. Luciane apresentou-nos em slides um resumo sobre Coerência(TP5). Eis algumas ideias: No texto coerente, não há nenhuma parte que não se relacione com as demais. Para que haja coerencia dois sujeitos são importantes: aquele que escreve e aquele que lê. “Coerência é a articulação harmônica das figuras do texto, com base na relação de significado que mantém entre si. As várias figuras que ocorrem num texto devem articular-se de maneira coerente para constituir um único bloco temático”.(Não lembro o autor dessa premissa.) É pela coerência textual que se faz, se percebe a diferença entre meras palavras e texto. Depois dessa apresentação e discussão das ideias, passamos a avaliar alguns textos de nossos alunos. Fiquei feliz em perceber que quase totalidade de meus alunos(5S1) estão trabalhando bem a questão da coerência textual. Seguindo, continuamos a ler o TP5 – UNIDADE 17 – p.13-43 -Estilística. As ideias básicas são: Estilística refere-se ao estilo, a maneira de usar a língua para efeitos de sentido. O estilo portanto diz respeito ao modo como o falante constrói sua fala. A língua apresenta variações, conforme os grupos que a usam. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo, com suas regularidades e recursos constituem o DIALETO. (etário, regional, gênero, social, profissional). Já o IDIOLETO é o conjunto de marcas pessoais de cada indivíduo, é a forma única que cada pessoa tem de falar. Após um tempo para nossa leitura, Luciane reuniu-nos em dois grupos. Um grupo discutia as ideias da unidade 17 – Estilística e outro observava algumas questões predeterminadas pela profe. Minha colega Karla e eu observamos a organização do grupo(Como se organizou, alguém liderou a discussão, houve preocupação com o tempo, houve uma organização nos trabalhos, a unidade foi satisfatoriamente contemplada). Depois comentamos nossas observações.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"NARRADORES DE JAVÉ": contribuindo para o meu saber

Narradores de Javé impressionou-me positivamente. É um filme que eu recomendo a todos. É divertido, interessante e seus atores representam muito bem. É imperdível. O drama trata de um povoado fictício, Javé, que estava prestes a desaparecer devido a construção de uma hidrelétrica, que representava a chegada do progresso, da modernidade, àquela região. Para mudar esta triste realidade, o povo de Javé decidiu escrever a sua história, para que sua terra fosse reconhecida como patrimônio histórico e preservada do desaparecimento. Naquele lugar esavam suas lembranças, suas esperanças e seus antepassados. Estes, enterrados sob aquele chão. Como poderiam ficar enterrados e submersos nas águas? E o povo para onde iria? O que fariam? O povo confrontou-se com a dura realidade. Deveria lutar pelo seu espaço, pela história de suas vidas. E para isso não bastava a história contada oralmente, precisavam de uma história registrada no papel. A única pessoa alfabetizada de Javé era Antônio Biá. Ele foi incumbido de recuperar e registrar a história daquele povoado no papel, cientificamente. E deveria realizar tais registros a partir das memórias dos seu moradores, os narradores da história. O Vale de Javé precisava, através da oralidade, das “lembranças javélicas” , reconstruir sua história que poderia garantir o futuro, tão incerto. Evidencia-se aqui a importância da cultura letrada sobre a oralidade do povo. O registro escrito toma tal importância que a história do povoado somente seria reconhecida se estivesse legitimado pela escrita. Caso isso não acontecesse o aniquilamento seria certo. Antônio Biá passa, então, a escutar os moradores, o que eles sabiam e o que lhes havia sido passado de geração em geração. A cada narração que ouvia, Biá descobria uma nova história e, a ela, cada pessoa atribuía sentido diferente, conforme a sua visão, aquilo em que acreditava, o que havia ouvido. O modo de ser e de pensar dos moradores, sua vivência, sua cultura ficava evidenciado. Isso gerou muita confusão entre eles e Biá já não sabia o que registrar, pois para cada morador a sua história era a verídica. É possível notar que a comunidade de Javé não era alfabetizada, mas letrada e produtora de uma linguagem própria, que faz a graça na oralidade. Exemplo disso é a própria casa de Biá, cujas paredes são escritas com ditos e frases como “aqui mora um intelectual alcoólatra”.Na porta da sua casa havia outra frase:”Proibido entrada de analfabeto” Lembremos também do outdoor da hidrelétrica, que põe o povo em polvorosa e da placa do barbeiro sob a árvore. Mas infelizmente, esse letramento não foi reconhecido, as palavras ditas passaram como o vento, a história não foi registrada e Javé sucumbiu. É o poder da palavra escrita! Mas para ser escrita a mesma palavra passou pela oralidade. Não poderia o contar, o argumento, daquele povo ser reconhecido como legítimo, uma vez que representa a história e a verdade de cada um?

Encontro dia 03.09.2009

Neste encontro comentamos sobre o filme Narradores de Javé, falamos sobre as nossas reflexões, sobre o que aprendemos. Cada um de nós escreveu um texto sobre o filme. O meu está postado acima. Após retomamos o nosso TP4, na pág. 161- 162 – Escrita, crenças e teorias. Lemos os poemas Eu é que pergunto para a caneta - de Gabriel o Pensador e A mão do poeta - de Leo Cunha. Tais poemas, de certa forma, fazem analogia com o filme Narradores de Javé. Seguindo, lemos e refletimos sobre a PEDAGOGIA DA ESCRITA e pudemos notar algumas crenças:(TP4 pgs. 164-169) A escrita é uma transcrição da fala; Só se escreve utilizando a norma padrão; Todo bom leitor é também um bom escritor; Na escola escreve-se para produzir textos narrativos, descritivos e dissertativos; Comentamos um pouco sobre tais crenças e a nossa prática e percebemos que elas geralmente não são verdadeiras. Também lemos alguns depoimentos sobre o ato de ler. Na pág. 18 do TP4 Patativa do Assaré relata como foi a sua aquisição da leitura e na pág. 19 Paulo FReire fala da "leitura do mundo" e como foi alfabetizado. UM TEMA:Deveremos aplicar a atividade sugerida na página 172 e levarmos no próximo encontro(17.09) para estudarmos a coesão e a coerência textual. Então passamos a estudar as unidades 14 e 15 do TP4, a partir de MAPAS CONCEITUAIS. (Não consegui postar as informações em forma de mapa conceitual, porém mantive-as). O MAPA CONCEITUAL apresenta tema; apresentação de tópicos em sequências hierarquizadas; Feedbacks para revisão de conceitos. Reunimo-nos em pequenos grupos para trabalharmos. Eudair e eu ficamos responsáveis por apresentar as ideias das seções 2 e 3 da unidade 14, que seguem ------------------------------------ UNIDADE 14 Seção 2 OS OBJETIVOS DE LEITURA: expectativas e escolha de texto OBJETIVOS DA ESCOLA suportes diversificados; significar a prática da leitura; oferecer diferentes tipos de leitura; motivar o aluno a ler; conhecer o interesse dos alunos OBJETIVOS PARA O ALUNO Necessidade de ler; Razões para saber algo; Predisposição para leitura; LEMOS PARA obter informações gerais; obter informações específicas; aprender determinados tópicos; analisar e comparar dados ou posições; devanear ou evadir-se; TAIS OBJETIVOS Definem o texto a ser lido, os procedimentos de leitura, a compreensão do texto e o empenho no ato de ler. Através das FORMAS DE LEITURA(Foucambert)que são Exploratória Seletiva Informativa Conhecimento Global Fruição ------------------------------------------------------------------------------- UNIDADE 14 Seção 3 CONHECIMENTOS PRÉVIOS E PRODUÇÃO DE SIGNIFICADO DO TEXTO Por conhecimentos prévios se entende: O QUE JÁ SE SABE sobre conhecimentos linguísticos; conteúdo; conhecimento sobre as características do gênero; E PELOS VALORES Resultantes das diferentes aprendizagens ao longo da vida. QUE SÃO Fatores determinantes na nossa opção de leitura e na produção de seu significado para nós. A seguir, todos os grupos apresentaram os assuntos da seção da qual ficaram responsáveis. Foi mais um momento gratificante de aprendizado.

Conhecendo a proposta do "LeiturAção"

No dia 02 de setembro, no auditório da escola Gusmão participamos da reunião que nos colocou a par da proposta do projeto LeiturAção. A reunião iniciou-se com a música "Asa de Papel"( Marcelo Xavier/Marcelo Cottrin – Coral Infantil Escola Projeto – Porto Alegre. A seguir a professora Lucrecia Fuhrmann – Coordenadora SMED – apresentou-nos uma contextualização das ações em prol da leitura feitas em nosso município desde 2005. Também apresentou o projeto em si. É uma proposta bem interessante, pois visa trabalhar coma a leitura literária na escola, proporcionando o contato dos alunos com obras de escritores(gaúchos) contemporâneos, bem como com a figura do escritor, quando de sua visita à escola, por intermédio do trabalho orientado pelo professor, como mediador de leitura.(Objetivo Geral do Projeto). Também torna-se atraente pois busca a formação de leitores, de mediadores de leitura e a melhoria do acervo das bibliotecas escolares. As escola obedeceram alguns critérios para serem selecionadas, que foram: Iniciativas com relação à leitura; Propostas de trabalho na biblioteca: leitura, contação de histórias; Professores participantes do GESTAR II, do Pró-letramento e do Ler é Saber; Após, fomos informados sobre as escolas selecionadas, e a Escola Clodomir Vianna Moog foi selecionada, entre outras. Soubemos também o nome dos autores com os quais trabalharemos: LUIZ DILL e CAIO RITER. Nossa escola trabalhará com CAIO RITER. Recebemos, então o acervo: Debaixo do mau tempo(15 exemplares), Eduarda na barriga do dragão(3 exemplares). Receberemos, ainda, as obras O rapaz que não era de Liverpool(4 exemplares), Um reino todo quadrado(2 exemplares) e, infelizmente, não recebemos nenhum exemplar do livro Fusquinha cor-de-rosa. Nos dias 18.09.09 e 08.10.09 acontecerá a Formação de Mediadores de leitura. Na primeira data o tema será O professor como multiplicador de leitores. Na segunda, Roteiro de leitura: uma proposta para a sistematização do trabalho com a leitura na sala de aula. Vale destacar que estes dois momentos serão ministrados pela especialista em literatura brasileira e infanto-juvenil ELAINE MARITZA DA SILVEIRA. Tem tudo para ser proveitoso! Entre outras estas foram as informações mais importantes deste encontro.