segunda-feira, 30 de novembro de 2009

FRASE, PERÍODO, ORAÇÃO, SABERES E PRÁTICAS

No encontro do dia 26.11.2009,  nossa professora formadora Luciane iniciou o encontro passando o vídeo Assalto linguístico. Uma peça teatral bem interessante e divertida  sobre os deslizes que cometemos ao fazer uso da linguagem oral. Muito interessante.
Seguindo, comentamos a leitura do texto  “Nem todo uso de língua tem que pautar pela norma culta” – de Irandé Antunes. É um texto muito interessante que fala sobre o fenômeno da variação linguística e faz parte do livro “Muito além da gramática” , da mesma autora.Luciane também nos apresentou a “Gramática de Usos do Português” de Maria Helena de Moura Neves.

A partir do TP2 comentamos sobre o que é a frase, o período e a oração.
Frase é uma unidades do texto: caracteriza-se por apresentar, no contexto em que aparece, uma unidade de sentido. (TP2 pág. 51)
A frase pode ou não ser organizada em torno de um ou mais verbos. A frase que não apresenta verbo chama-se frase nominal.
A frase organizada em torno de um verbo chama-se período. O período pode ser simples, quando apresenta apenas uma oração , ou composto quando apresenta mais de uma oração. As oração, portanto, pode ser apenas uma parte do período e, nesse caso, não apresenta a unidade de sentido.
Cada informação em torno de um verbo cria uma oração. A oração que é única no período chama-se absoluta. (TP2 pág. 57)

Após, houve troca de experiências sobre como trabalhamos a gramática e muitas sugestões foram dadas. Foi um momento muito rico e importante para nossa prática.

domingo, 22 de novembro de 2009

ENCONTRO DIA 19.11.2009

 ARTE: FORMAS E FUNÇÕES


Gostaria muito de ser aquela pessoa que procura sempre entrar em contato com obras artísticas. Mesmo sendo admiradora, não possuo uma percepção muito aguçada. Às vezes, não temos clareza quanto ao poder da arte, num mundo marcado pela concorrência e pela luta no mercado de trabalho, cada vez mais ávido de informações. Nesse quadro cultural, que papel cabe à arte e, mais especialmente, à literatura, a arte da palavra?(CUNHA- Tp2, p.75)
Conforme nosso TP2, a arte é uma forma de conhecimento que está muito relacionado com o nosso cotidiano. As principais características da arte são a fantasia, a interpretação da realidade, a conotação e a paixão pela forma. Por intermédio da fantasia e do jogo a arte é um convite à (re) interpretação do mundo. Ao expressar-se, o artista convida o leitor a desvendar o mundo.
Para aprofundar, na prática, tais ideias contamos com a presença da colega profª Nara Locatelli, que fala com propriedade sobre Arte. Ela nos proporcionou um momento diferente e interessante. Propôs uma dinâmica bem interessante, que reproduzo abaixo:

Em uma mesa a parte misturar as tintas criando cores inusitadas (uma nova cor por participante, em quantidade que, imagine-se, seja suficiente para pintar todo o espaço de uma das folhas do papel canson);
Cada participante ficará em frente a uma das folhas do papel canson, com sua tinta em uma das mãos e um pincel em outra;
Ao sinal do orientador da oficina, cada participante começa a pintar livremente no papel a sua frente,;
Haverá uma palavra de ordem que poderá ser “trocou”, ao sinal da qual cada participante sempre segurando sua tinta e seu pincel, se dirigira para a esquerda e reiniciará sua pintura no próximo papel, tomando-se o cuidado de não pintar por cima da interferência já feita pelo outro participante e circulando assim várias vezes por cada papel até que a folha toda receba uma camada de tinta através das pinceladas.
É importante que não fique aparecendo papel, pois está sendo executada uma atividade específica de tinta sobre papel e neste caso sempre deverá ter-se o efeito de tinta no acabamento do trabalho;
A identificação deverá ser executada após a tinta seca e de maneira discreta, preferencialmente usando tons que já estejam presentes no trabalho.


Através desta atividade trabalha-se:
Disciplina, organização, respeito, orientação espacial, coordenação motora fina e grossa, linhas, cores, luz e sombra, criatividade, produtividade, participação, aceitação, integração, contextualização de saberes culturais diversos, motivação de pesquisa da vida e obra de artistas, auto-avaliação.

Após, conversamos um pouco sobre este importante momento. Nara nos indicou algumas obras esclarecedoras sobre a arte. Foi um ótimo momento, bem proveitoso.
Tiramos fotos para a posteridade. Esta é a nossa turma do Gestar II, de Língua Portuguesa/2009 – Encontro de quinta-feira à tarde.


Finalmente, fizemos combinações e a profª Luciane nos entregou um texto para leitura –“Nem todo uso da língua tem que se pautar pela norma culta” – de Irandé Antunes. Leremos em casa, discussão na próxima semana.

O DIA D: AUTOR CAIO RITER NA NOSSA ESCOLA!!!!!

 "O PRIMEIRO A GENTE NUNCA ESQUECE"
     

Caio Riter aguardando...

Hoje, dia 12.11.09, não compareci ao encontro do GESTAR II, por um motivo muito especial: o autor Caio Riter visitou a nossa escola, por mais ou menos uma hora. Começamos a organizar a escola já pela manhã. Os alunos auxiliaram na organização. As turmas que trabalharam com as obras deste autor expuseram alguns trabalhos. Abaixo algumas fotos deste momento.


                    


Alunas auxiliando na organização do espaço e "Debaixo de mau tempo" em maquete(5S1)



 Cenas pintadas "Debaixo de mau tempo"(5S2) e "Eduarda na Barriga do Dragão"(3A1)

Às 13h30min, Caio Riter, Sandra e Lucrécia chegaram em nossa escola. Eles foram recepcionados pela nossa diretora Sônia. Apresentei-me. Dei-lhe as boas vindas e entreguei-lhe algumas perguntas, previamente preparadas pelas turmas, curiosidades sobre o autor e suas obras.

Após, organizarmos as crianças no saguão nossa supervisora Suzete conduziu ao autor até nós. As crianças o recepcionaram encantadas e com palmas. Eu, Clarice, o apresentei a todos e expliquei-lhe sobre os trabalhos, a partir de seus livros, na escola. Então passei a palavra para o autor, que foi muito simpático, divertido e atencioso com nossos alunos. Falou sobre sua vida(curiosidade de todos nós) e respondeu as nossas perguntas.




Caio chegando e encantando as crianças com suas histórias.




O tempo já estava esgotado quando Caio Riter começou a autografar alguns de seus livros para nossa biblioteca. Os livros foram trazidos ao autor por nossos alunos.
Depois, ele apreciou nossos painéis e trabalhos, tirou algumas fotos e foi-se.




Caio Riter, nossa diretora Sônia(esquerda dele), nossa supervisora Suzete e eu, Profa. Clarice e com duas alunas da 5S2, Diennifer e Patrícia.


Caio foi-se, mas nunca será esquecido, pois como ele mesmo salientou “o primeiro a gente nunca esquece”. Caio Riter foi o primeiro autor a visitar a nossa escola e, espero, seja apenas o pioneiro.





segunda-feira, 9 de novembro de 2009

VARIANTES LINGUÍSTICA DA LÍNGUA

Encontro do dia 05.11.09 Neste encontro, lemos a crônica de Moacyr Scliar “Vai para a Feira do Livro”(ZH,3.11.2009) e conversamos sobre a questão da pontuação nesta frase. Qual o sentido e a possibilidade se no final desta frase fosse usado (! ? ...). Bem interessante. Se tiver a oportunidade não deixe de ler. Depois conversamos sobre a diferença entre ponto de vista e foco narrativo. Eu conceituei assim:
Antes de ler o texto FOCO NARRATIVO E O PONTO DE VISTA – NO TEXTO NARRATIVO LITERÁRIO – de José Fernandes da Silva selecionados, pensava que o foco narrativo tinha a ver com a pessoa gramatical, com a posição do narrador enquanto contava a história. Portanto, o foco narrativo pode acontecer na 1ª pessoa ou na 3ª pessoa. E um narrador pode mudar de foco narrativo no texto. Já o ponto de vista, no meu entender, tem a ver com o enfoque, a opinião do personagem/narrador sobre um determinado fato, é a narração acontecendo através “dos olhos” do personagem ou narrador. O texto selecionado fala que “o foco narrativo é utilizado para designar o ato executado pela voz do narrador, no sentido de tornar perceptível o que acontece. O ponto de vista não designa a mesma coisa, mas a perspectiva de visão a partir da qual é focalizado o que acontece”.

Penso que a diferença é muito sutil. E, mesmo depois da leitura, não mudei a minha forma de pensar, pois entendi que estou no caminho certo. A profe. Luciane nos mostrou o filme VIDA MARIA e falamos sobre o que poderíamos trabalhar a partir deste filme: os simbolismos(janela, caderno), o trabalho, o tempo, o sertão, a repetição da história através das gerações, a mágoa, a água, as questões sócio-cultural, a trilha sonora, trabalho infantil, etc. Sabe-se que a língua apresenta variações, conforme os grupos que a usem. Há os dialetos, que são as regularidades, os recursos normais que cada uma das variantes da língua usada por determinado grupo apresentam. Os principais DIALETOS são etário(da criança, do jovem e do adulto) regional ou geográfico sociocultural ( culto e popular) gênero(masculino e feminino) profissional Nenhum dialeto é melhor do que outro. Cada um cumpre suas funções comunicativas. Cada uso individual e momentâneo da língua constitui o que chamamos de REGISTRO. É a variante escolhida por cada sujeito em cada ato específico de comunicação, segundo o contexto. Os registros são basicamente dois: informal formal Os registros podem apresentar-se tanto na forma oral como na forma escrita da língua. NA LÍNGUA FALADA: ORATÓRIO( elaborado, intrincado, enfeitado.Apropriado para situações muito formais. Usado por advogados, oradores religiosos,políticos. Na nossa literatura, um exemplo: Os sermões de Padre Antônio Vieira) FORMAL(DEBILIBERATIVO)(vocabulário mais rico;usada quando se fala a grupos grandes ou médios. Conferências científicas são exemplos desse nível de formalidade) COLOQUIAL( aparece no diálogo entre duas pessoas, apresenta construções gramaticais soltas, frases curtas e simples; palavras de uso mais frequente) COLOQUIAL DISTENSO( indica relacionamento próprio de um grupo fechado; uso frequente de gíria; não apresenta cuidado com a pronúncia. Exemplo: conversa entre amigos, colegas de trabalho) FAMILIAR(particular, pessoal, usado na vida privada. Há muitos elementos da linguagem afetiva com função emotiva) NA LÍNGUA ESCRITA: HIPERFORMAL(o equivalente escrito do oratório. O soneto, seria um exemplo. Alguns autores como Machado de Assis e José de Alencar apresentam este nível de formalismo) FORMAL( características semelhantes ao deliberativo.; linguagem na variedade culta e padrão, no estilo escrito. Jornais, revistas bem elaboradas e correspondências oficiais se enquadram nesse nível) SEMIFORMAL( corresponde na escrita ao coloquial, com um pouco mais de formalidade. Cartas comerciais e de recomendação, declarações, relatórios e projetos são exemplos) INFORMAL(correspondência entre membros de uma família ou amigos íntimos; uso de formas abreviadas, ortografia simplificada, construções simples, sentenças fragmentadas) PESSOAL(são asnotas para o nosso uso próprio: o recado anotado ao telefone, um bilhete para alguém de casa, lista de compras, etc) O registro coloquial é o centro do sistema linguístico e seu uso nas atividades de ensino/aprendizagem da língua materna é de grande importância. A seguir, assistimos ao filme “LÍNGUA – VIDAS EM PORTUGUES” de Victor Lopes, com relatos sobre a língua com pessoas de GOA, MOÇAMBIQUE, PORTUGAL E BRASIL e observamos a tipologia dos registros em seus discursos. Como tarefa recebemos um questionário sobre a Unidade 1- Variantes Linguísticas: dialetos e registros - que responderemos e traremos para a próxima aula para discutirmos.

O PONTO DE VISTA

ENCONTRO DO DIA 29.10.09 Neste encontro a profe. Luciane começou questionando o que nos lembrava o número 666. Algumas respostas surgiram: é o número da besta e alguns comentários sobre isso foram feitos. A colega Simoni lembrou do poema de Mário Quintana “ Seiscentos e sessenta e seis”. Então fomos lê-lo. Disponibilizo-o: A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo... Quando se vê, já é 6ª feira... Quando se vê, passaram 60 anos... Agora, é tarde demais para ser reprovado... E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre, sempre em frente... E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútl das horas. Lindo não??? Mas como, no nosso tempo, deixar o tempo de lado? Seguindo, a profe. Luciana solicitou que escrevêssemos o que faríamos no tempo que uma semana tem. Eu preferi que este tempo fosse assim: Viajaria para a serra com meus filhos, passearia muito, faria compras, iria ao cinema. Ao voltar arrumaria os meus armários, dispensando o dispensável para recomeçar tudo novamente. E você o que faria? Veja abaixo uma propaganda da revista “Época”, criada pela agência W/Brasil, na qual o publicitário imagina o ponto de vista que vários seres teriam sobre o significado de uma semana: Para o preso, menos 7 dias Para um doente, mais 7 dias Para os felizes, 7 motivos Para os tristes 7 remédios Para os ricos, 7 jantares Para os pobres, 7 fomes Para a esperança, 7 novas manhãs Para a insônia, 7 longas noites Para os sozinhos, 7 chances Para os ausente, 7 culpas Para um cachorro, 49 dias Para uma mosca, 7 gerações Para os empresários, 25% do mês Para os economistas, 0,019 do ano Para o pessimista, 7 riscos Para o otimista, 7 oportunidades Para a Terra, 7 voltas Para o pescador, 7 partidas Para cumprir o prazo, pouco Para criar o mundo, o suficiente Para uma gripe, a cura Para uma rosa, a morte Para a História, nada Para a Época, tudo. (AAA1 – Aluno, p.118) É, tudo depende do ponto de vista. Então assistimos ao filme: PONTO DE VISTA. É bem interessante. Vale a pena assistir. É um filme em que cada personagem apresenta o fato ocorrido(o assassinato do presidente dos EUA) sob a sua visão, sob o seu ponto de vista. Depois, conversamos sobre cada ponto de vista. Conforme nosso TP1 o ponto de vista é definido por um olhar peculiar. É o lugar ou o ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela simplesmente as posições do locutor: pode ser usado para criar posições e emoções no interlocutor. O ponto de vista tem dois sentido: um concreto e um abstrato. No sentido concreto, ele indica o lugar real, físico, de onde você vê alguma coisa, que também ocupa um lugar. Já no sentido abstrato, a visão que você tem de qualquer pessoa ou acontecimento, em decorrência de sua história, de suas experiências ao longo da vida, de seus valores, pode ser totalmente diferente da de outra pessoa, que tem forçosamente outra história.(pgs.145,146 e 152). Neste dia tivemos tema: Ler alguns textos para conceituar e diferenciar ponto de vista e foco narrativo.

A ARGUMENTAÇÃO E A INTERTEXTUALIDADE

ENCONTRO DO DIA 22.10.09
A Intertextualidade(o diálogo entre os textos, que podem atravessar gerações. É a presença de outras vozes em um texto produzido) Os processos pelos quais ocorrem intertextualidade são:
  • alusão(aproveitamento de um dado de um determinado texto, sem maiores explicitações. A alusão não indica a fonte, é um dado mais vago, portanto, o conhecimento do interlocutor é fundamental para percebê-la) .
  • referência(lembrança de uma passagem ou de um personagem de um texto)
  • epígrafe(texto curto transcrito no início de outro texto, para indicar que o pensamento desenvolvido neste último tem a ver com o outro, justifica-se a a partir do outro.
  • citação( apresenta um trecho, um dado da obra. O segundo texto procura deixar claro o texto original. Usada sempre que queremos comprovar ou reprovar determinada ideia)
  • pastiche( aproveita ou os recursos, o clima ou determinados recursos de outra obra.. são exemplos de pastiche o humor-pastelão de “Os Trapalhões”, “Os Três Patetas” e “O Gordo e o Magro, que são comédias de ação e riso fácil)
  • paródia(neste processo, o texto original perde sua ideia básica, seu fio condutor. A narrativa é invertida ou subvertida. Frequentemente, a paródia é crítica e questionadora)
  • paráfrase(retomada de um texto sem mudar o seu fio condutor, a sua lógica. A ideia original é conservada) Após conversarmos sobre os processos intertextuais, assistimos a alguns vídeos breves (A corrida dos espermatozóides e Vida Maria) em que analisamos as possibilidades de intertextualidade e os argumentos neles observados. Estudamos um pouco sobre a intertextualidade: diálogo entre textos(pág.98-99- AAA1 – Versão do Aluno) através dos textos “Terezinha de Jesus”- Veríssimo de Melo ( a cantiga de roda, lembra?) e da letra de música, composta por Chico Buarque, cujo título e “Terezinha”. Também assistimos ao episódio dos trapalhões que é uma paródia desta música de Chico Buarque. E por falar em paródia, na página 104 do AAA1(aluno), Guilherme Mansur, poeta entre outras habilidades, você encontra o texto “Branca de Neve”. É um exemplo divertido de paródia. No final de nosso encontro, a profe Luciane, apresentou outros textos como “A Verdade” e, no Power Point, um texto sobre a Argumentação.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

OFICINA!!! ROTEIRO DE LEITURA

Roteiro de Leitura: uma proposta para sistematizar trabalho com a leitura literária na escola Elaine Maritza.- Oficina realizada em 08.10.2009, na EscLista com marcadoresola Gusmão Algumas ideias importantes: Para formar leitores é necessário:

  • Criar ambiente leitor: mostrar que os livros são importantes.
  • Elaborar projeto de leitura.
  • Incluir-se nos projetos realizando as leituras e as atividades junto com os alunos.
  • Propor atividade lúdicas sempre, não importa a série ou a idade dos alunos;
  • O professor deve usar a biblioteca como leitor. O aluno deve perceber que o professor é leitor, além de ser professor. Ele é exemplo.
  • É importante ligar a leitura literária ao prazer.
  • Promover a troca de experiência de leitura, estimular a criação literária/ artística a partir das leituras, promover a participação da comunidade na leitura. O ROTEIRO DE LEITURA AUXILIANDO NA FORMAÇÃO DE LEITORES O roteiro é uma forma de organizar o trabalho com o livro e de demonstrar aos alunos que todas as atividades propostas foram planejadas, pensadas e organizadas. É importante que o professor tenha alguma forma de registrar o seu trabalho. Registro é muito importante. O roteiro é uma forma de registro. O roteiro valoriza a indicação do livro. UMA PROPOSTA DE ROTEIRO MOTIVAÇÃO: Momento de despertar o desejo de ler. Propor atividade que motive o aluno para a leitura e conduzam para o livro. Ele precisa “querer” ler o livro. LEITURA; pode ser compartilhada, individual... mas é fundamental que o professor se inclua, mesmo depois de ter lido o livro. EXPLORAÇÃO DO TEXTO: O professor pensa nas possibilidades que o texto tem, deve propor atividades que enriqueçam e aprofundem a leitura dos alunos. EXTRAPOLAÇÃO: Após a leitura e a realização das atividades de exploração do texto, o professor propõe atividade(s) em que o leitor torna-se autor. É o momento da produção do aluno. Ele escreve. APROVEITEM A DICA!!!! Ela é simples e dá certo.

AVALIAÇÃO DO GESTAR II Penso que um bom professor deve estar sempre em formação, pois em todos os momentos somos seres aprendentes e novas circunstâncias e desafios nos cercam constantemente. Este é o segundo ano em que leciono Língua Portuguesa e muitas dúvidas me cercam. Apesar da boa faculdade, a prática é muito diferente e desafiadora. É através do estudo que adquirimos conhecimento, mas é através da prática que aprendemos realmente. E o GESTAR II está sendo assim: um bom momento de aprendizagem. Aprendizagens boas, gostosas, prazerosas. O material do curso, nossos Cadernos de Teoria e Prática, são de ótima qualidade e apresentam textos para estudos, atividades interessantes e alargam ainda nossos horizontes, pois trazem sugestões de filmes, de outras leituras, de obras literárias, de obras de artes, de teatros etc, que tornam o trabalho mais efetivo e eficiente. Nossos encontros são sempre momentos de aprendizagem. Nossa professora formadora, Luciane Hoefel, está sempre organizada e com a pauta do dia planejada. Ela sempre nos deixa muito à vontade, é nossa colega. Ensina-nos, mas também aprende conosco. Suas aulas são sempre criativas. Luciane não se prende apenas nos Tps. Apresenta-nos outras leituras, traz vídeos, enfim, ela diversifica bastante nossa tarde. E elas são totalmente proveitosas. Além disso tudo, ainda acompanha nossos blogs, incentiva-nos sempre com elogios e está sempre conectada conosco, através de nossos emails, lembrando-nos dos encontros, das nossas combinações, enviando-nos leituras, falando sobre nosso projeto de leitura. Haja fôlego! Nosso grupo é formado por colegas interessadas. Todas buscam a formação adequada para auxiliar na construção do conhecimento do nosso aluno, no desenvolver das competências e habilidades que eles têm, mas que podem ainda aperfeiçoar. Todos são participativos e cada um, do seu jeitinho, vai trocando, opinando, aprendendo. E, ainda, quero deixar registrado que foi devido a intervenção da professora Luciane e também por conta de nossa participação no Gestar II que fomos contempladas, Eudair e eu, no Leituração e, pela primeira vez teremos um autor presente nas nossas escolas. Agradecemos por isso. Para mim, estes são momentos preciosos de aprendizagem e eu me sinto muito bem.

Texto Argumentativo

ENCONTRO DO DIA 15.10.2009: O TEXTO ARGUMENTATIVO Neste encontro teve presente: a profe. Luciane, gentilmente, nos presenteou com uma linda caneta para marcar textos. E com um lanchinho maravilhoso. Fofa ela! É o dia do professor e iniciamos o trabalha assistindo a uma apresentação de slides sobre o ato de EDUCAR - texto de Rubem Alves. Muito legal e com imagens lindas. Neste texto é evidente que o autor idolatra o professor e enfoca o lado da criança. E trouxe uma ideia que foi marcante para mim: APRENDEMOS PALAVRAS PARA MELHORAR OS OLHOS. Precisamos educar o nosso olhar para aprender a ver o que não está visível ou enxergar o que é visível ,mas com um olhar diferente, que pode fazer a diferença. Seguindo, lemos a crônica de Moacyr Scliar – Dia do Professor- Zero Hora, 13.10.2009.- Neste texto Scliar exalta o professor e escreve em defesa dele. Conversamos sobre os dois textos – as ideias do Rubens e do Scliar. Seguindo, passamos ao estudo do TP6(p. 15 até 50) em que pudemos observar a construção da argumentação nos textos publicitários, nas tirinhas de humor. Luciane nos propôs a leitura de algumas propagandas de revistas para identificarmos os argumentos utilizados para a persuasão do leitor. O TP informa alguns conceitos como: Tese: ideia principal para a qual um texto pretende a adesão do leitor/ouvinte: é o objetivo de convencimento do leitor/ouvinte. Argumentos: são os motivos, as razões utilizadas para convencer o leitor da validade da tese. Existem uma variedade de argumentos, que são:
Argumentos baseados no senso comum, ou no consenso, são verdades aceitas culturalmente, sem necessidade de comprovação. Argumentos baseados em provas concretas trazem para o texto informações que resultam de pesquisa, estatística e similares. Argumentação por ilustração mostra uma situação genérica e apresenta, como comprovação, uma singularização dessa situação. Argumentação por exemplo usa um exemplo ou um caso específico, para, em seguida, generalizar e extrair uma conclusão geral. Argumento de autoridade recorre a fontes de informação renomadas, como autores, livros, revistas especializadas, para demonstrar a veracidade da tese. Argumento por raciocínio lógico são argumentos que resultam de relações lógicas. Os mais comuns são os de causa e consequência e os de condição.(p.40 TP6). Após este estudo iniciou-se uma conversa sobre o trabalho com a gramática textual: como trabalhá-la de forma lúdica, prazerosa? Como fazer o aluno se interessar e aprender? Os professores precisam melhorar a prática para que os alunos aprendam e saiam-se bem nas seleções para o ensino médio. Ficamos de marcar um encontro para discutirmos mais sobre esse assunto e para trocarmos experiências. E no próximo encontro continuaremos falando sobre a argumentação.

RELATANDO UMA EXPERIÊNCIA

RELATÓRIO DE APLICAÇÃO DA AULA 8 – O ENLACE DE IDEIAS – UNIDADE 19 – COESÃO TEXTUAL Apliquei a atividade na 7S1. Para iniciar, escrevi na lousa a atividade da página 71 – PARTE A – AAA5 – Versão do aluno. Os alunos copiaram, curiosos. Solicitei que respondessem de forma simples e objetiva. Assim o fizeram. Após certificar-me de que todos haviam respondido, pedi que alguém lesse as suas respostas. Mais três alunos pediram para ler também. Ouvimos. Seguindo, pedi que acompanhassem a minha leitura(leitura dos itens da PARTE B) observando suas respostas conforme a numeração. Acharam engraçado. Então, passei os itens da parte B(página 72 – AAA5 – Versão aluno) no quadro e eles copiaram no caderno. Dei um tempo da aula para que lessem suas respostas um para o outro. Foi um momento divertido. Passada a motivação, lancei a proposta da produção textual: deveriam escrever a história do “Enlace Matrimonial” relacionando cada resposta dada na parte A com os itens da parte B . Poderiam usar a expressão sugerida como título ou poderiam escolher outro que lhes parecesse mais oportuno. Quando os alunos julgaram que estavam prontos mostravam-me e eu realizava uma leitura ajudando-os em algumas situações. Depois, passaram a limpo. Questionei se haviam gostado de produzir um texto engraçado a partir de algumas questões simples. Eles acharam interessante e alegaram que puderam usar a criatividade. Agora, observarei mais detalhadamente os textos no que diz respeito aos elementos coesivos utilizados pelos alunos. Pretendo, ao entregar o texto a eles, realizar um trabalho de observação coletiva (talvez escolha excertos dos textos deles para analisarmos os elementos coesivos e sua função) para identificarmos as palavras que permitem a coesão textual.

REVISÃO... REESCRITA TEXTUAL

Neste dia conversamos sobre a possibilidade de nossos encontros acontecerem nas quintas-feiras e não aos sábados devido à necessidade de recuperação das aulas. Luciane nos solicitou uma avaliação dos nossos encontros que poderia ser escrita ou oral. Eu me prontifiquei e a farei para o dia 15.10. No próximo instante realizamos as apresentações dos trabalhos que aplicamos com nossos alunos sobre Coesão Textual. Eu apliquei a atividade 8 da Unidade 19 da página 71 do AAA5 – Versão do Aluno. O relatório posto a seguir. Passamos, então, ao TP6 – lemos o texto “Os indígenas: testemunhos da mãe terra” - de Leonardo Boff – e as informações sobre este. Tratamos, a partir desta leitura, sobre a questão da revisão e conversamos sobre o retorno que os professores costumam dar aos alunos sobre suas produções textuais. E, assim, lemos as páginas 129 e 130 do TP6. Aprendemos mais sobre a questão da reescrita de textos na escola com a leitura e levantamento das ideias relevantes do texto O significado da reescrita de textos na escola: a (re)construção do sujeito-autor - de Elizabeth Dias da Costa Wallace Menegolo e Leandro Wallace Menegolo. A seguir Luciane nos entregou uma planilha, baseada nos estudos de Eva Groupe e de Ana Dilma de Almeida Pereira sobre como avaliar as produções textuais observando o texto em seu conjunto (situação, tipo de escrita, efeito almejado, relevância da informação, tipo de texto, vocabulário, modo de organização, sistema e valores dos tempos verbais,suporte, tipografia, organização da página),as relações entre as frases(função de orientação do leitor, coerência temática, coerência semântica, articulação entre as frases, coesão sintática e temporal, concordância dos tempos e dos modos, a segmentação pertinente e a pontuação) e a construções frasais(marcas de enunciação, o léxico, a sintaxe das frases, a morfologia verbal, a ortografia, pontuação e o uso das maiúsculas) sob os pontos de vista pragmático, semântico, morfossintático e aspectos materiais. Também nos disponibilizou uma sugestão de revisão de textos. Nossa colega Claudia Coradim também fez um relato de sua prática sobre como trabalha com a correção dos textos de seus alunos e nos disponibilizou uma amostra das orientações que usa. E foi isso... Bem proveitoso!

ESTOU DE VOLTA!!!!

Depois de algum tempo sem alimentar este blog(por problemas de força maior) estou de volta! Postarei a seguir leituras bem interessantes! Vamos lá?